Terrores Noturnos

Compreendemos que para a grande maioria dos pais, acordar com os gritos de um filho a meio da noite é algo aflitivo, principalmente quando todas as tentativas de consolo são em vão. Neste caso falamos de terrores noturnos, são episódios que duram poucos minutos e que geralmente ocorrem nas primeiras 3/4h do sono.

Estes tipos de episódios ocorrem entre os 2 e os 5 anos. Muito dificilmente ocorrem antes desta idade. Pode acontecer, mas é raro.

Como é que a criança reage quando tem terrores noturnos?

Frequentemente a criança grita, geme, tem suores e respira mais rapidamente. É comum que se sente na cama e faça movimentos aflitivos e de defesa contra algo ou alguém assustador.  Muitas vezes durante estes episódios a criança está de olhos abertos, no entanto continua a dormir, daí não responderem quando os papás tentam acordá-la ou consolá-la.

Mas os papás não precisam de se preocupar, depois do episódio, as crianças costumam adormecer profundamente e geralmente não têm memória do terror noturno na manhã seguinte.

A frequência dos terrores noturnos pode variar de criança para criança. Uma criança pode sofrer um episódio todas as noites e depois estar, meses sem voltar a ter nenhum episódio. 

É uma situação que desaparece com a maturidade, sendo que, até cerca dos 6 anos, nos casos mais tardios, as crianças deixam de sofrer desta perturbação do sono. 

Como é que os papás podem atuar perante os terrores noturnos?

  • Tentar antecipar a hora de deitar em 30 minutos;
  • Cumprir sempre o horário de ir mais cedo para a cama;
  • Ficar junto da criança, durante a ocorrência, mas não tente acalmá-la física ou verbalmente, pois pode piorar a situação;
  • Garanta que a criança está fisicamente segura e não se magoa;
  • Na manhã seguinte, não fale sobre o assunto.

Quando e que os papás se devem preocupar e procurar ajuda médica?

  • Episódios que ocorram duas ou mais vezes por semana;
  • Episódios que resultem em ferimentos ou quase ferimentos;
  • Episódios acompanhados por sonambulismo;
  • Quando resulta em alterações na vida diária da criança (com mais sono durante o dia, pouca atenção, etc.)

Então e os pesadelos? Porque são diferentes? Veja o nosso artigo sobre os pesadelos na criança.

Esperamos ter ajudado! Caso necessitem de mais esclarecimentos venham aventurar-se connosco no nosso workshop sobre o sono do bebé.

Bons sonhos!

Referencias utilizadas para a realização deste artigo:

Author:
Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediatria.