Transportar o bebé ao colo

O colo… Será bom ou mau para os bebés? As teorias são várias e ao longo do tempo foram sendo contraditórias entre si.

Certo é que os bebés gostam do colo dos pais. Sentem-se protegidos e ficam mais tranquilos. E os papás também se sentem mais tranquilos e a proximidade com o seu bebé faz com que estejam mais despertos para as suas necessidades.

Mas então o que dizem as novas teorias e estudos?

Segundo um estudo da Universidade de Notre Dame, dos Estados Unidos da América, o colo é muito benéfico, não só para o bebé como também para os papás. 

Um outro estudo, que acompanhou 600 pessoas, concluiu que aqueles que receberam colo na infância tinham uma melhor saúde mental, menor propensão para distúrbios do foro psicológico e sofriam menos de ansiedade e depressão. 

Na sua esmagadora maioria os estudos mais atuais são absolutamente consensuais quanto à importância do colo na vida da criança. Conscientes de tal facto os papás dão cada vez mais colinho aos seus filhotes, o que é maravilhoso, no entanto há situações nas quais o colo não é o mais recomendado, ou pelo menos não da maneira mais tradicional. Quando transportamos os nossos bebés na rua ou num veículo motorizado o colo não é de todo o mais aconselhado pelos riscos que daí podem advir.

Transportar um bebé pequeno ao colo num curto passeio pode esconder alguns perigos, aos quais inicialmente não estamos atentos. Quando o bebé vai ao colo, a mamã ou o papá ficam com ambas aos mãos ocupadas a pegar no bebé, em caso de queda a capacidade de se defender é muito diminuída uma vez que instintivamente não vai largar o bebé e cairá com ele, e provavelmente sobre ele. Imagine o que significa para um bebé de 4 ou 5kg cair no chão e cair sobre ele um corpo com 60kg…. As consequências poderão ser graves.

Tal como já vimos, em artigos anteriores, os bebés quando são transportados no carro devem sempre viajar numa cadeirinha adequada ao seu peso/altura, corretamente acondicionados para que o transporte seja seguro e sem riscos acrescidos.

O transporte do bebé em transportes públicos como por exemplo o autocarro, comboio ou até mesmo o táxi, acarreta algumas condicionantes especiais. Nestes meios de transporte nem sempre é possível a viagem em cadeirinha apropriada, o que faz com que os papás tenham que adotar medidas suplementares por forma a garantir a maior segurança possível aos seus bebés, saiba mais aqui.

Nos passeios a pé ou viajar com o bebé ao colo em transportes públicos, que não têm cinto de segurança, há uma opção segura e ideal para os papás que adoram sentir os seus bebés bem juntinho a eles. O babywearing, dito por outras palavras a utilização de porta- bebés.

O babywearing é muito mais do que uma forma de transportar o bebé ou a criança. Para além de envolver o bebé proporcionar uma grande proximidade física com os papás, com todas as vantagens que isso traz para ambos, desde a proximidade física que ajuda os papás a compreender as necessidades do bebé, fortalece os laços entre pais e criança, transmite segurança e estimula a amamentação.

Que tipos de babywearing existem?

Há dois tipos principais de acessórios de babywearing ou porta-bebés: os panos (também chamados de slings) e as mochilas ou marsúpios.

  • Slings: não têm propriamente uma estrutura: são feitos em tecido resistente, que pode ter alguma elasticidade ou não. Usam-se amarrados à volta de quem transporta o bebé, de modo a manter o conforto e a segurança, prendendo-se com um nó. São mais adequados para bebés mais pequenos.
  • Marsúpios: As mochilas ou marsúpios têm uma estrutura definida e são ajustáveis. Existem também diferentes tipos de mochilas para babywearing.

Caso opte por um marsúpio adquira um modelo homologado pela Norma Europeia EN 13209, garantindo desta forma que é um modelo seguro para o transporte adequando do bebé. 

O colo é fundamental para o bem-estar do bebé bem como dos papás, aqui podem olhar para o bebé bem de perto, sentir a sua respiração e estar mais atento as suas necessidades. Dê muito colo ao seu bebé mas faça-o de forma segura e informada.

 

Referências utilizadas para a realização deste artigo:

 

Author:
Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediatria