Fisioterapia na Prematuridade

Como já vimos em artigos anteriores, o papel dos terapeutas na promoção do desenvolvimento do bebé prematuro é absolutamente fundamental. Neste artigo vamos abordar a importância do fisioterapeuta nestes bebés.

Um bebé que nasce prematuro, dada a sua imaturidade e fragilidade, é um bebé que necessita e beneficia sempre do estímulo a vários níveis, e a fisioterapia sem dúvida pode e deve atuar nesta área!

As duas grandes áreas de intervenção onde o fisioterapeuta atua na prematuridade, são na área respiratória e no desenvolvimento neuropsicomotor.

Intervenção do fisioterapeuta na área respiratória

Na primeira, área respiratória, não nos podemos esquecer que o pulmão é um dos últimos órgãos a maturar, muitas vezes os bebés prematuros estão sujeitos a ficar dependentes do ventilador ou de outras formas de administração de oxigénio, aqui o fisioterapeuta pode ajudar a minimizar os problemas que advém destas técnicas e consequentemente diminuir a dependência do oxigénio. Nomeadamente aplicando técnicas de desobstrução brônquica que ajudam a eliminar e prevenir o aparecimento de secreções brônquicas; técnicas de expansão pulmonar permitindo assim otimizar a função respiratória e a melhoria das trocas gasosas.

Intervenção do fisioterapeuta no desenvolvimento neuropsicomotor

No desenvolvimento neuropsicomotor, o fisioterapeuta pode ajudar a prevenir e ou minimizar, os danos que o “nascer prematuro” pode causar no que diz respeito ao neurodesenvolvimento.

O bebé prematuro a partir do momento em que nasce, perde algumas referências e fica sujeito a um ambiente muito mais agressivo, sujeito a muitas manipulações e técnicas dolorosas que são essências para a sua sobrevivência.

Deixam de estar num meio líquido em que a gravidade não atua e deixam de estar num espaço limitado em que a medida que crescem e se desenvolvem todos os seus movimentos são feitos contra uma resistência.

Cabe ao fisioterapeuta ajudar com técnicas que previnam as deformidades ósseas, as retrações musculares, a normalização do tónus muscular que muitas vezes fica alterado, bem como o alinhamento e o posicionamento adequado a idade gestacional.

Não menos fundamental é incluir, esclarecer e ensinar os pais ao longo de todo o tempo de internamento e posteriormente após a alta o encaminhamento para que possam ser seguidos e avaliados por uma equipa de reabilitação.